BRASIL –

Infraestrutura de Dados Espaciais Marinhos: Estratégia Inovadora para Acesso e Intercâmbio de Dados Oceânicos no Brasil

O conceito de Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) se refere a um conjunto complexo de tecnologias, políticas e acordos que têm o objetivo de criar um sistema integrado, permitindo a busca, o acesso e a visualização de dados geoespaciais de forma eficiente e interoperável. Uma ramificação relevante desse conceito é a Infraestrutura de Dados Espaciais Marinhos, conhecida internacionalmente como Marine Spatial Data Infrastructure (MSDI), que se refere aos aspectos marítimos dentro de uma IDE.

No Brasil, a Infraestrutura de Dados Espaciais Marinhos é gerida pela Diretoria de Hidrografia e Navegação (IDEM-DHN), representando uma abordagem estratégica para a disseminação e o intercâmbio de dados coletados pelo Banco Nacional de Dados Oceanográficos (BNDO). Este banco, estabelecido por um decreto em janeiro de 1994, atua como o repositório oficial de dados oceanográficos do país. É importante destacar que a IDEM-DHN não tem a função de substituir o BNDO, mas sim de complementá-lo. Por meio da aplicação de padrões rigorosos e boas práticas de governança, a IDEM-DHN busca tornar os dados do BNDO mais acessíveis e interoperáveis, aproveitando tecnologias abertas relacionadas a dados geoespaciais.

Essa iniciativa não só melhora o acesso, mas também facilita a descoberta e a visualização de informações cruciais contidas no BNDO. Além disso, a IDEM-DHN assegura que esses dados possam ser integrados ao sistema da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), promovendo o intercâmbio de informações ambientais marinhas tanto em nível nacional quanto internacional.

Dentre as ferramentas que compõem a IDEM-DHN, destacam-se o Catálogo de Metadados, que organiza informações sobre os dados disponíveis; o Catálogo de Geosserviços, que oferece serviços de integração e análise; e o Visualizador ou Geoportal, que permite a visualização interativa dos dados. Essas ferramentas são fundamentais para pesquisadores, gestores e outros interessados, garantindo que as informações oceanográficas sejam acessíveis e úteis para diversas aplicações, desde a pesquisa científica até a gestão ambiental. Através dessas iniciativas, a infraestrutura não apenas promove a democratização do conhecimento sobre os oceanos, mas também contribui para a proteção e a preservação dos recursos marinhos.

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