BRASIL – Inflação em julho registra queda para 0,07%, com alimentos em baixa e energia elétrica puxando alta nos preços, revela IPCA.

Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma modesta variação de 0,07%, apresentando uma queda em relação ao índice de junho, que havia sido de 0,16%. Esta desaceleração indica uma tendência de redução contínua na inflação, que acumulou alta de 3,44% ao longo do ano. Nos últimos 12 meses, a variação se estabeleceu em 4,44%, ainda dentro dos limites permitidos pela meta do Banco Central, que define a inflação anual em um intervalo de 1,5% a 4,5%.

O comprometimento da inflação em julho deve-se, em grande parte, à queda nos preços de alimentos e bebidas, que recuaram 0,67%. Os produtos que mais influenciaram negativamente essa redução foram o tomate, com uma expressiva queda de 29,09%, a batata-inglesa (-19,59%), a cenoura (-14,41%) e o café moído (-2,45%). Por outro lado, algumas categorias apresentaram alta, como o leite longa vida, que subiu 2,47%, e as frutas, que tiveram incremento de 1,20%.

No que diz respeito a outros setores, o grupo de vestuário apresentou uma pequena queda de 0,66%, enquanto os custos com habitação aumentaram significativamente, saltando de 0,63% em junho para 0,99% em julho. Essa alta foi puxada principalmente pelo aumento nas tarifas de energia elétrica, que avançaram de 1,53% para 3,09%. Esse reajuste tarifário refletiu aumentos em várias concessionárias em diferentes regiões do país.

A variação nos transportes também teve suas complexidades, apresentando crescimento de 0,05%. Enquanto as passagens aéreas registravam um aumento expressivo de 11,67%, os preços dos combustíveis mostraram queda, com destaques para o etanol (-2,26%) e a gasolina (-1,37%).

Em termos regionais, Rio Branco se destacou com a maior variação de 0,32%, impulsionada por custos relacionados a passagens aéreas e serviços de energia elétrica. Em contraste, Belém apresentou a menor variação, com um índice negativo de -0,45%, devido aos recuos em gasolina e açaí.

Além do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também seguiu uma tendência de baixa, com variação de -0,01% em julho, inferior à taxa de junho, que foi de 0,14%. Essa queda foi refletem uma diminuição nos preços dos produtos alimentícios, que foram de -0,29% em junho para -0,74% em julho, enquanto os não alimentícios tiveram uma leve redução em seu crescimento.

Esses índices, calculados pelo IBGE, oferecem uma visão abrangente das flutuações de preços que impactam o cotidiano das famílias brasileiras, fornecendo um importante termômetro econômico.

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