Uma pesquisa realizada recentemente envolveu cerca de 13 mil pessoas em todo o País e apontou que apenas 39% dos entrevistados já utilizam a portabilidade, enquanto 36% recebem seus salários diretamente na conta do banco do empregador e 25% se mostram indiferentes a eventuais mudanças, considerando seu banco atual como a opção principal. Os dados ainda mostram que, se tivessem que escolher um novo banco hoje, 80% optariam por uma instituição digital, destacando a preferência crescente por serviços financeiros que oferecem maior acessibilidade e menores custos.
Entre as motivações para considerar a portabilidade, 36% dos entrevistados mencionaram a atração de um cartão de crédito com limite maior ou isenção de anuidade. Outros motivos citados incluem a rentabilidade de uma conta remunerada (16%) e condições facilitas para a obtenção de empréstimos (15%). Por outro lado, 18% dos participantes afirmaram que não têm interesse em realizar essa migração.
Analisando os motivos que levam à inércia, 34% dos respondentes revelaram que mudar de banco é um processo que requer esforços, enquanto 22% se sentem bem com o banco atual. Além disso, 21% desconheciam que a portabilidade é um direito assegurado, mesmo em caso de dívidas ou empréstimos.
Ignacio Estivariz, vice-presidente do Mercado Pago no Brasil, comentou que a situação revela uma transformação no comportamento dos consumidores, que estão mais proativos na gestão de suas finanças. Destacando a campanha recentemente lançada “Portabilidade Premiada”, que tem como objetivo estimular a migração de contas, o executivo ressaltou a importância da autonomia financeira.
Por fim, cabe mencionar que o Banco Central já debate a inclusão da portabilidade de salários no âmbito do Open Finance, um modelo que já tem sido explorado em relação à portabilidade de crédito. Essa mudança poderia facilitar a transição e expandir o acesso dos brasileiros a opções financeiras mais atraentes.
