Esses corredores aquáticos têm a função estratégica de conectar diferentes modos de transporte, como rodovias e ferrovias, proporcionando um deslocamento de cargas mais eficiente. No entanto, para que tais benefícios sejam sustentáveis ao longo do tempo, é necessário realizar uma variedade de serviços de manutenção. Dentre esses serviços, destacam-se a dragagem, o derrocamento, a sinalização náutica, o balizamento, o monitoramento das vias navegáveis e a manutenção de eclusas. Tais intervenções são adaptadas de acordo com as particularidades de cada trecho, assegurando tanto a segurança na navegação quanto a eficiência no transporte.
Uma alternativa interessante para a operacionalização dessas hidrovias é a concessão de serviços. Por meio desse modelo, uma empresa é contratada para gerenciar, por um período determinado, os serviços necessários para manter a hidrovias em condições adequadas. Ao consolidar essas atividades em um único contrato, a concessão também estipula metas de desempenho e níveis de serviço que devem ser rigorosamente cumpridos, sob a supervisão constante do poder público.
É essencial ressaltar que a concessão não implica a privatização dos rios, que permanecem bens públicos. O que se concede é, na verdade, a prestação de serviços para garantir a navegabilidade e a segurança das vias. Além disso, o modelo assegura que ribeirinhos, pescadores e embarcações de turismo possam continuar utilizando as hidrovias sem a cobrança de tarifas, limitando possíveis cobranças apenas ao transporte comercial de cargas, conforme as diretrizes de cada contrato de concessão. Dessa forma, as hidrovias permanecem como um patrimônio coletivo, vital para a economia e o desenvolvimento sustentável do Brasil.
