Machiaveli destacou que este plano, desenhado para o período de 2026/2027, é um reflexo de um projeto mais amplo, que busca construir um Brasil justo e solidário. “Queremos um país onde as mulheres tenham autonomia econômica e a juventude possa realizar seus sonhos. O plano é uma ponte para que o conhecimento e a tecnologia alcancem a agricultura familiar, permitindo uma produção maior e menos pesada para o agricultor”, afirmou a ministra.
Entre as principais mudanças, a redução nas taxas de juros é um dos destaques: o financiamento para a produção de alimentos passou de 3% para 2% ao ano, enquanto que para atividades relacionadas à agroecologia e produtos da sociobiodiversidade, a taxa foi reduzida para apenas 1% ao ano. O foco em práticas sustentáveis está presente, com o plano oferecendo pacotes de assistência técnica que encorajam a produção com insumos biológicos, preservando o meio ambiente e promovendo a saúde da população.
A ministra também enfatizou a importância de respeitar a cultura alimentar local, garantindo uma oferta diversificada de alimentos por todo o Brasil. O lançamento do Plano Safra, realizado no Palácio do Planalto na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca um crescimento significativo de quase 9% no crédito destinado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), em comparação à safra anterior.
Outro ponto relevante abordado foi o incentivo à participação feminina na agricultura, que representa mais de 50% dos contratos de microcrédito. A ministra trouxe à tona a iniciativa “Quintais Produtivos”, desenvolvida especialmente para mulheres que cultivam produtos em suas residências. A proposta oferece suporte financeiro e técnico para o desenvolvimento dessas pequenas produções que geram não só alimento, mas também renda para as famílias.
No cenário atual, marcado pelo fenômeno climático do El Niño, o governo se compromete a amparar os pequenos produtores através de seguros agrícolas e iniciativas voltadas para a adaptação climática. Machiaveli destacou que um novo edital foi publicado, alocando R$ 413 milhões para programas que visam melhorar a resiliência das famílias na região Semiárido, possibilitando a implementação de tecnologias que aumentem a produtividade diante da estiagem.
Por fim, o programa “Desenrola Rural” foi também mencionado, permitindo que mais de 530 mil agricultores regularizassem suas dívidas e, assim, voltem a ter acesso ao crédito, vital para o desenvolvimento agrícola contínuo. Com a aplicação dessas políticas e programas, o ministério busca garantir que a agricultura familiar não só sobreviva, mas prospere, contribuindo de maneira significativa para a segurança alimentar do país.





