Dentre as ações previstas, destacam-se a expansão dos instrumentos do Plano Brasil Soberano, com a participação de instituições como a ApexBrasil e o BNDES. Alckmin sublinhou a importância de ampliar a gama de destinos das exportações brasileiras, já que as estimativas da Secretaria de Comércio Exterior indicam que aproximadamente 2,4 mil empresas nacionais, responsáveis por cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, serão diretamente afetadas. O governo também manifestou a intenção de acionar a Lei de Reciprocidade Econômica, enquanto aguarda o resultado de discussões na Organização Mundial do Comércio (OMC) acerca destas tarifas.
Os setores mais vulneráveis, como madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar, terão à disposição linhas de crédito específicas para capital de giro e apoio na comercialização com novos clientes nos mercados internacionais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, garantiu que o governo possui ferramentas para preservar empregos e apoiar as empresas afetadas, enfatizando que, embora os impactos sejam significativos, não comprometerão a estabilidade macroeconômica do país.
Além disso, as negociações com autoridades americanas têm sido intensas, com mais de 30 contatos desde março do ano passado. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reafirmou a disposição do Brasil para um diálogo aberto que busque resolver a situação de forma cooperativa. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também abordou questões relacionadas ao sistema de pagamentos brasileiro, em meio a investigações que vincularam o uso de pagamentos digitais a incentivos tarifários.
No tocante ao meio ambiente, o ministro João Paulo Capobianco defendeu os esforços do Brasil no combate ao desmatamento e ressaltou que toda a madeira exportada passa por rigorosas certificações. A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães, por sua vez, contestou a consideração inadequada das informações sobre políticas anticorrupção na investigação que resultou na tarifação.
Assim, o governo brasileiro se compromete a acompanhar de perto os desdobramentos destas medidas, mantendo um canal de diálogo constante com os setores produtivos e adotando as medidas necessárias tanto no âmbito comercial quanto diplomático. O objetivo é garantir que o Brasil mantenha sua competitividade no mercado internacional, superando os desafios impostos pelas novas tarifas dos EUA.
