Durante a cerimônia de assinatura do contrato, realizada no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância desse avanço, afirmando que o SUS está prestes a embarcar na “nova fronteira tecnológica” que está transformando o setor de saúde em todo o mundo. O projeto visa não apenas a construção do hospital em São Paulo, mas também a criação de uma rede nacional com 14 unidades de terapia intensiva (UTIs) inteligentes, distribuídas em estabelecimentos já existentes nas cinco regiões do Brasil, além de modernizações em unidades de excelência em vários estados.
A cerimônia contou com a presença de figuras notáveis, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff, que agora preside o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), e a professora Ludhmila Hajjar, idealizadora do projeto. Ludhmila expressou entusiasmo ao explicar que o instituto será um marco na prestação de serviços de saúde, com 800 leitos e capacidade para atender até 200 mil pacientes por ano. Com infraestrutura tecnológica avançada, incluindo inteligência artificial e sistemas de gestão preditiva, a expectativa é que os tempos de atendimento sejam drasticamente reduzidos, de até 17 horas para apenas 2 horas em situações ideais.
O hospital ocupará uma área de 150 mil m² e será projetado com elevados padrões de sustentabilidade e segurança. O contrato prevê o desembolso do valor ao longo de quatro anos, com a expectativa de que a unidade entre em operação até 2029.
Essa iniciativa é um reflexo de um esforço contínuo para modernizar o SUS e integrá-lo às inovações tecnológicas. Segundo Ludhmila, o hospital será projetado para otimizar cada etapa do atendimento, desde o diagnóstico até a intervenção, utilizando um sistema completamente interconectado que permitirá a análise rápida e precisa das necessidades dos pacientes.
A transformação que o Brasil pretende implementar com a construção deste hospital é uma promessa de um futuro mais eficiente e humano para os serviços de saúde no país, alinhando-se às melhores práticas observadas em nações que já avançaram nesse tipo de tecnologia.
