Brasil faz história no bobsled 4-man e encerra Olimpíadas de Inverno em 19ª posição, superando resultados anteriores e destacando evolução da equipe.

O Brasil concluiu sua participação no bobsled 4-man nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 com uma impressionante 19ª colocação, estabelecendo um novo recorde histórico para o país na modalidade. A equipe brasileira, que incluiu os atletas Edson Bindilatti, Davidson de Souza “Boka”, Rafael Souza e Luis Bacca, mostrou evolução significativa em comparação com os Jogos de Pequim 2022, quando ocupou a 20ª posição.

Após garantir um lugar entre os 20 melhores trenós, a equipe completou quatro descidas no Centro de Esportes de Trenó em Cortina d’Ampezzo, consolidando a melhoria em seu desempenho. O quarteto repetiu o feito anterior de avançar à bateria decisiva, mas alcançou um resultado superior desta vez. As provas foram dominadas pelas equipes alemãs, que garantiram ouro e prata, enquanto a Suíça ficou com a medalha de bronze.

A competição também marcou o fim da trajetória olímpica de Edson Bindilatti. Com 46 anos, ele participou das seis edições em que o Brasil competiu nos Jogos de Inverno, desde Salt Lake City 2002 até Milão-Cortina 2026. Ex-decatleta, Bindilatti trocou as pistas de atletismo pelo gelo e encerrou sua carreira celebrando o avanço da equipe, a qual, segundo ele, ainda possui espaço para evolução.

O domingo começou com o Brasil na 20ª posição, após oscilações nas duas primeiras descidas. Na terceira bateria, a equipe precisava manter sua colocação e, com um desempenho de 55s38, superou adversários como Liechtenstein e Canadá, garantindo sua presença na última descida, destinada aos 20 melhores. No total, o tempo acumulado até aquela fase foi de 2min45s84.

Na última e decisiva bateria, o trenó brasileiro registrou 55s30, com um push de 4s93, fechando a prova com um tempo total de 3min41s14 e assegurando-se a frente do Canadá por apenas dois centésimos de segundo. Este resultado finalizou a competição em 19º lugar geral, a melhor classificação do Brasil na história do bobsled.

O caminho até a decisão se iniciou no sábado, quando o Brasil terminou o primeiro dia na 20ª posição, empatado com Liechtenstein. A equipe fez sua estreia com um tempo de 55s04, marcando velocidade máxima de 135,03 km/h, e fechou a bateria em 15º, a apenas um centésimo do 14º colocado, os Estados Unidos. A competição foi marcada por um equilíbrio extremo, com vários trenós separados por discrepâncias pequenas.

No segundo dia de disputas, o Brasil superou suas falhas anteriores, realizando uma terceira descida consistente que garantiu sua classificação entre os 20 melhores e possibilitou a melhor campanha olímpica do bobsled brasileiro até então. Essa trajetória não apenas representa um marco para a equipe, mas também reflete o potencial de crescimento futuro no esporte.

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