Os tremores, que ocorreram na quarta-feira, 24, foram registrados com magnitudes de 7,5 e 7,2, causando destruição significativa principalmente na região de Morón, localizada a 160 quilômetros de Caracas, a capital venezuelana. Com o desabamento de prédios e casas, a tragédia provocou um saldo alarmante de vítimas, com o número de mortos já alcançando 188, segundo informações divulgadas pelo presidente do Congresso Nacional da Venezuela. Além das fatalidades, mais de 1.500 pessoas foram hospitalizadas, mas a expectativa é que esses números aumentem à medida que os esforços de resgate avançam.
A missão que partirá nesta sexta-feira contará com uma equipe de 36 bombeiros provenientes dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações. Essa equipe levará consigo nove toneladas de equipamentos essenciais para auxiliar no resgate e na busca das vítimas. Lula também anunciou um segundo voo agendado para o sábado, que transportará materiais para a montagem de um hospital de campanha, assim como medicamentos e purificadores de água solares.
O presidente brasileiro ressaltou a importância de manter um canal de comunicação aberto com autoridades venezuelanas e declarou que já conversou com Delcy Rodríguez, a presidenta encarregada da Venezuela, para discutir as melhores formas de assistência. “Estaremos acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro e ofereceremos todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”, afirmou Lula, em um tom solidário que reforça laços entre os dois países em um momento de necessidade.
Além do auxílio humanitário, o Ministério da Saúde do Brasil está em contato com as autoridades venezuelanas para oferecer insumos e pessoal capacitado na área da saúde. A situação, marcada por desafios extremos, continua a evoluir, e a sociedade civil também tem se mobilizado, criando plataformas para reportar informações sobre desaparecidos, indicando que o número de pessoas ainda sem paradeiro pode ultrapassar 40 mil. A situação na Venezuela é crítica, e a resposta rápida do Brasil pode ser crucial para ajudar na mitigação dos danos e no socorro às vítimas.





