O transporte do leite será realizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em dois voos distintos. O primeiro deles partiu da Base Aérea de Canoas, localizada no Rio Grande do Sul, levando 16 toneladas do alimento essencial. O segundo voo está programado para decolar do Aeroporto Internacional de Porto Alegre e levará as restantes 32 toneladas de leite. Esta entrega humanitária foi discutida e aprovada em uma reunião realizada no último dia 9 de julho, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros abordaram a situação crítica em Cuba.
Vale ressaltar que este não é o primeiro gesto de solidariedade do Brasil em relação a Cuba. Em 2025, o Brasil já havia prestado auxílio humanitário à ilha após a passagem do furacão Melissa, que devastou partes da região oriental, incluindo Santiago de Cuba, onde o ataque do furacão foi mais severo.
Simultaneamente, o envio da ajuda ocorre no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos endureceu sua política de pressões sobre Cuba, implementando novas restrições. Este pacote de sanções inclui o Ministério do Turismo cubano e várias outras entidades, com a intenção clara de intensificar a pressão sobre o governo de Havana. Tais ações foram rotuladas pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, como uma continuidade de uma “guerra contra o povo”, afirmando que as restrições visam punir toda a população cubana.
Rodríguez destacou que Cuba não representa uma ameaça, mas a verdadeira ameaça reside nas políticas de bloqueio e sanções que têm causado sofrimento ao povo cubano. Essa situação gera um cenário de dualidade, onde o Brasil expressa ajuda humanitária, enquanto os EUA reagem de maneira oposta, intensificando as dificuldades enfrentadas pelos cubanos.





