Cabral enfatizou que, além das questões de armamento, é crucial aprimorar o sistema de vigilância e monitoramento da Amazônia Azul. Ele argumenta que investir em tecnologia local é fundamental, sugerindo a construção de navios de patrulha e submarinos, inclusive alguns de propulsão nuclear, com a colaboração de estaleiros nacionais. O especialista também defendeu a criação de uma constelação de satélites para fortalecer a capacidade de defesa e vigilância do Brasil.
No que diz respeito ao orçamento militar, Cabral apontou que o investimento deve priorizar a autossuficiência na produção de equipamentos bélicos. Ao traçar um paralelo com a resistência do Irã em um contexto de sanções, ele destacou que, enquanto o Brasil tem a vantagem de não enfrentar restrições similares, é prudente se preparar para cenários adversos. O foco deve estar em desenvolver indústrias locais robustas que possam produzir tecnologia militar.
A cooperação com países como Rússia e Índia, integrantes do BRICS, foi mencionada como um caminho estratégico para transferência de tecnologia e fortalecimento das habilidades militares brasileiras. Cabral sugeriu que, atualmente, mais do que nunca, o Brasil deve escolher suas parcerias com sabedoria, aproveitando as capacidades rusas em áreas como a missilística.
Neste contexto geopolítico volátil, onde rotas comerciais e regiões ricas em recursos energéticos estão sob constante disputa, a necessidade de um avanço militar se torna tão imperativa quanto o desenvolvimento econômico, assegurando a soberania e a proteção dos interesses nacionais. A integração de forças ingenuamente locais com tecnologia externa poderá ser a chave para um Brasil mais forte e menos vulnerável em suas águas.
