As consequências dos terremotos, que ocorreram em 24 de junho, resultaram em um número alarmante de mortes, com mais de 5.200 registros, além de cerca de 16 mil pessoas feridas. O hospital de campanha montado pela Marinha do Brasil teve como principal objetivo aumentar a capacidade de atendimento nas áreas mais críticas. Durante seu funcionamento, foram realizados 2.695 procedimentos médicos, abrangendo uma variedade de áreas e especialidades.
Em termos de atendimentos, a clínica geral predominou, com um total de 1.764 registros, que incluíram casos de desidratação, hipertensão e náuseas. A ortopedia e traumatologia também demandaram atenção significativa, com 356 atendimentos que incluíram dores articulares e musculares, além de diversas lesões. O serviço de pediatria registrou 303 atendimentos, e o suporte psicossocial, voltado para questões de estresse agudo e saúde mental, totalizou 257 consultas. Em casos mais críticos, 15 cirurgias foram realizadas. Para o sucesso dessa operação, a Marinha enviou 102 militares e uma série de equipamentos essenciais, que agora retornam ao Brasil em voos da Força Aérea Brasileira.
Embora o hospital tenha fechado suas portas, a necessidade de auxílio humanitário permanece urgente. De acordo com o governo venezuelano, mais de 23 mil pessoas ainda habitam abrigos temporários, uma leve diminuição em relação aos números anteriores, que pode ser atribuída à entrega das primeiras moradias a famílias desabrigadas. A escala da tragédia gerou um ímpeto global de solidariedade, com países como China, México, e Rússia se mobilizando para enviar equipes de resgate, medicamentos e alimentos, coordenando esforços para minimizar os impactos da catástrofe e ajudar aqueles que mais precisam. O emprego de recursos médicos e de apoio social em situações de crise é fundamental para a recuperação das comunidades afetadas, que agora enfrentam o desafio de reerguer suas vidas após a devastação.
