BRASIL – Embrapa Lança Curso “Tá na Horta” para Capacitar Agentes em Produção de Hortas Comunitárias e Agricultura Urbana e Periurbana.

A Embrapa, entidade de pesquisa agropecuária brasileira, acaba de lançar um novo curso na sua plataforma e-Campo, voltado para a capacitação em produção de hortaliças. Denominado “Tá na Horta”, o curso tem como objetivo principal formar agentes de desenvolvimento nas áreas de Agricultura Urbana e Periurbana (AUP), com especial ênfase em hortas comunitárias, que vêm se mostrando uma solução eficaz para aumentar a segurança alimentar em comunidades vulneráveis.

Estruturado em cinco módulos e com carga horária total de 30 horas, o curso oferece um aprendizado prático e teórico sobre a legislação brasileira relacionada à agricultura urbana, além de técnicas de mobilização comunitária. O conteúdo é pensado para ajudar os participantes a articular ações com prefeituras e instituições parceiras, possibilitando a identificação de áreas disponíveis para implementar hortas comunitárias, essenciais para promover a interação social e o fortalecimento do trabalho coletivo.

O conceito das hortas comunitárias é cada vez mais relevante, especialmente em territórios com altos índices de vulnerabilidade. O curso “Tá na Horta” visa capacitar os moradores a se tornarem protagonistas na mudança de suas realidades, fornecendo as ferramentas necessárias para que possam organizar e gerenciar essas iniciativas. Além disso, o material didático abrange não apenas a parte técnica de implantação, mas também métodos de envolvimento da população, que são fundamentais para o sucesso da proposta.

Na prática, os alunos aprenderão desde a produção de mudas até o manejo, colheita e a pós-colheita das hortaliças, utilizando sistemas orgânicos e agroecológicos. Outra parte importante do curso é o aproveitamento do excedente da produção, uma estratégia que pode ser vital para maximizar os benefícios das hortas, permitindo que as comunidades utilizem ao máximo os recursos disponíveis.

A modalidade on-line e autoinstrucional proporciona aos participantes a flexibilidade necessária para estudar em seu próprio ritmo, um diferencial que facilita a inclusão de pessoas de diversas regiões do Brasil. Isso permite que aqueles que estão envolvidos em outras atividades profissionais ou acadêmicas não deixem de lado essa oportunidade de formação, contribuindo, assim, para práticas agrícolas mais sustentáveis e coletivas no país.

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