O Brasil foi sorteado para o grupo A, ao lado de França, Senegal e Jamaica. No grupo B, competirão a Espanha, Índia, Líbia e Equador, enquanto o grupo C é formado por Israel, China, Emirados Árabes Unidos e Paraguai. Vale destacar que, para promover maior representatividade, os grupos foram organizados de forma a que seleções do mesmo continente não se enfrentem na fase de grupos.
Um dos aspectos mais importantes desta competição é o processo de divisão de habilidades, conhecido como Divisioning. Esse mecanismo visa garantir que cada equipe compete em um nível de habilidade semelhante. Isso significa que, ao final dos jogos da fase de grupos, o sistema permite um chaveamento mais equilibrado para as etapas de eliminatórias, assegurando que todos os atletas permaneçam na disputa por medalhas até o final do torneio. A grande final da divisão com maior nível de habilidade será realizada no estádio Sébastien Charléty, a casa do Paris FC, que é um dos clubes parceiros das Olimpíadas Especiais França.
Os próximos passos para as Olimpíadas Especiais Brasil incluem a convocação de 16 atletas para a Copa Mundial de Futebol Unificado, com nove sendo atletas com deficiência intelectual e sete sem. Este modelo de Esportes Unificados garante que, em campo, sempre haverá uma combinação de seis atletas com e cinco sem deficiência intelectual, refletindo a inclusão na prática esportiva.
As Olimpíadas Especiais Brasil fazem parte de um movimento global fundado em 1968 por Eunice Kennedy Shriver, que busca desenvolver a autoconfiança e as habilidades sociais de pessoas com deficiência intelectual através do esporte. Com quase 6 milhões de pessoas com deficiência intelectual no Brasil, a OEB já conta com 44 mil atletas em treinamento, oferecendo uma ampla gama de modalidades, incluindo atletismo, natação e futebol.
A filosofia das Olimpíadas Especiais propõe que o esporte é um direito de todos, independentemente do nível de habilidade, e seu funcionamento é sustentado por uma vasta rede de voluntários. O programa não apenas melhora a vida dos atletas, mas também impacta positivamente os relacionamentos e a comunidade como um todo.
Além disso, a organização conta com uma série de embaixadores que impulsionam a causa, tanto no Brasil quanto em nível global. Nomes de destaque, como ex-jogadores de futebol e artistas reconhecidos, são fundamentais para aumentar a conscientização e promover a inclusão social desses atletas, reiterando a importância do esporte como plataforma de transformação e união.
