O comércio entre Brasil e Rússia, que começou a ganhar força nos anos 2000, atingiu a cifra de 11 bilhões de dólares, embora a balança comercial seja amplamente favorável à Rússia, refletindo a dependência do Brasil na importação de insumos agrícolas russos. Alckmin apontou que o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, enquanto a Rússia se destaca como importante fornecedora de insumos agrícolas.
No entanto, o vice-presidente também destacou que a diversificação da pauta comercial é um desafio que ainda persiste. Ele afirmou que um dos objetivos do fórum é discutir maneiras de aumentar as exportações de produtos industrializados e de maior valor agregado entre os dois países. A necessidade de expandir a colaboração, principalmente em setores além de commodities, como o farmacêutico e o tecnológico, foi uma das principais mensagens do evento.
O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, presente no evento, corroborou essa visão, mencionando a capacidade de ambos os países de cooperar em diversas áreas, incluindo a exploração espacial e o setor farmacêutico, especialmente no tratamento de doenças como câncer e diabetes. Além disso, destacou a importância do Brasil como parceiro estratégico na América Latina e reiterou a abertura da Rússia para a cooperação com empresas estrangeiras, aumentando as possibilidades de negócios e investimentos entre as duas nações.
Com esse novo impulso nas relações bilaterais, Brasil e Rússia buscam estabelecer um novo patamar comercial, superando as limitações atuais e explorando novas oportunidades de colaboração.






