Durante a abertura do Nuclear Communication Experience 2026, que ocorreu na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, Facure ressaltou a necessidade de que o regulador brasileiro esteja apto a acompanhar as novas aplicações e tecnologias no setor nuclear. Entre os desafios citados estão a implementação de pequenos reatores modulares (SMRs), a protonterapia – um tratamento cancerígeno que utiliza feixes de prótons – e as atividades relacionadas à mineração.
O presidente da ANSN destacou que a ampliação do quadro de servidores e fiscais é essencial para lidar com a crescente demanda por tecnologia nuclear no Brasil. Em consonância, a Petrobras também foi mencionada no evento. Wagner Victer, gerente executivo de Projetos Estruturantes da estatal, afirmou que a empresa deve estar envolvida nos avanços da energia nuclear, principalmente com o aumento das demandas originadas pela expansão dos data centers. Victer enfatizou que a Petrobras não pode ser excluída do processo, embora qualquer iniciativa nesta área deva estar alinhada com o planejamento estratégico da companhia apresentado aos investidores.
O Nuclear Communication Experience 2026, promovido pela Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), reuniu diversos representantes do governo, indústria, academia, setor elétrico e imprensa, com o intuito de debater os desafios e perspectivas da energia nuclear no Brasil. Celso Cunha, presidente da ABDAN, mencionou que foram apresentadas propostas para os candidatos à presidência, propondo que a energia nuclear seja considerada uma prioridade nacional. Segundo ele, a cadeia produtiva nuclear contabiliza cerca de 100 mil trabalhadores, que atuam em áreas essenciais como medicina, geração de energia e mineração de urânio. O fortalecimento do setor nuclear brasileiro, portanto, não apenas tem potencial para ampliar as capacidades energéticas do país, mas também pode se transformar em um pilar de desenvolvimento econômico e tecnológico.




