Brasil e Rússia Fortalecem Laços Bilaterais em Reunião de Cooperação
Em um passo significativo rumo ao fortalecimento das relações entre Brasil e Rússia, os dois países se comprometeram a ampliar a cooperação em diversas áreas durante a 13ª reunião da Comissão Intergovernamental Brasil–Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica (CIC). O encontro, realizado em Brasília, foi co-presidido pela secretária-geral das Relações Exteriores do Brasil, Maria Laura da Rocha, e pelo ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maksim Reshetnikov.
O evento é parte de um esforço contínuo que segue os acordos estabelecidos na 8ª reunião da Comissão de Alto Nível, ocorrida em fevereiro. O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, e o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, lideraram essa reunião anterior. O foco das discussões recentes recaiu sobre a importância da diversificação das trocas comerciais e o avanço conjunto de projetos que visam integrar o Brasil e a Rússia em fóruns multilaterais como BRICS, G20 e a ONU.
As áreas contempladas pela cooperação são variadas, incluindo comércio e investimentos, agricultura, ciência e tecnologia, energia, e educação. Uma das principais decisões tomadas foi a de aumentar o fornecimento de fertilizantes minerais, um ponto crucial para o agronegócio brasileiro, que se beneficia significativamente desses insumos.
As nações também se comprometeram a desenvolver uma infraestrutura interbancária independente, revisar barreiras administrativas para facilitar negócios e ampliar o acesso mútuo ao mercado. Outro aspecto relevante discutido foi a simplificação do registro de produtos farmacêuticos e o reconhecimento mútuo dos certificados de Boas Práticas de Fabricação, além do lançamento de pesquisas científicas conjuntas.
Em termos de números, o comércio bilateral alcançou impressionantes US$ 10,9 bilhões em 2025, com o Brasil exportando US$ 1,5 bilhão e importando US$ 9,4 bilhões. A Rússia, nesse contexto, destacou-se como o principal fornecedor de fertilizantes e diesel, fornecendo 26% e 45% do total importado pelo Brasil, respectivamente.
Esse robusto intercâmbio é uma demonstração clara da intenção de ambos os países em consolidar laços que, segundo analistas, podem trazer benefícios econômicos significativos, especialmente em um cenário global cada vez mais desafiador.





