Antes da reunião, Velasco já havia se encontrado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde transmitiu as calorosas saudações da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. Durante a sessão plenária, Velasco elogiou o estado das relações bilaterais, classificando-as como “excelentes” e ressaltando o potencial para expansão da colaboração, particularmente no setor energético, simbolizado pelo acordo firmado entre a Petrobras, a estatal brasileira, e a Pemex, sua congênere mexicana.
O acordo em questão visa a cooperação em exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas do Golfo do México, além de abrir oportunidades em setores como refinarias, fertilizantes e petroquímica. Vieira destacou a importância dessas parcerias no fortalecimento da segurança energética na região, enfatizando que ambas as empresas desempenham papéis estratégicos no desenvolvimento tecnológico e na integração energética latino-americana.
A intenção de expandir essa cooperação se estende também ao setor de biocombustíveis e à área de saúde, onde o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil foi oferecido para apoiar o México, que está em processo de criação de seu próprio sistema de saúde universal. Outro ponto discutido foi o aumento do comércio bilateral, que já atingiu a cifra de US$ 15 bilhões em 2025, com a expectativa de crescimento contínuo.
Além da pauta energéticas, dois Memorandos de Entendimento foram assinados durante o encontro: um sobre cooperação educacional e outro entre os ministérios de ciência e tecnologia dos dois países, visando fomentar a inovação e a pesquisa.
Por fim, enquanto os dois chanceleres reafirmaram o compromisso com a soberania e a visão de uma América Latina como uma “zona de paz”, a visita de Velasco também teve o objetivo de estreitar laços com a comunidade mexicana no Brasil e criar novas oportunidades comerciais, especialmente em São Paulo, onde ele teria reuniões com representantes da indústria local. Essa colaboração é parte de uma estratégia mais ampla de diversificação de parceiros, em um cenário de crescente complexidade no comércio internacional.




