Uma das empresas expositoras, a Gohobby, é a revendedora da chinesa EHang, que já opera no mercado de carros voadores na China. Os eVTOLs já estão em funcionamento no país asiático e a empresa brasileira já obteve autorização da Anac e do Decea para realização de testes. Os veículos da marca EHang custam cerca de US$ 515 mil dólares e possuem autonomia de 30 km em linha reta, com um tempo de carregamento de 25 minutos.
Jeovan Pereira Alencar, gerente técnico comercial da Gohobby, afirma que a aceitação dos carros voadores ainda é um desafio, mas compara a situação com a que os elevadores enfrentaram no passado. Ele destaca que a empresa já possui 15 interessados em adquirir os eVTOLs, com projetos variados como transporte de medicamentos em terras indígenas e entrega de itens de luxo.
A Anac ainda está desenvolvendo as regras para o setor, com previsão de início de operação dos veículos no Brasil em 2026. De acordo com Roberto Honorato, superintendente de aeronavegabilidade da Anac, várias empresas aguardam análise para iniciar testes no país. O processo de certificação pode variar entre três e cinco anos, dependendo do porte da aeronave.
Outra empresa que marcou presença na Expo eVTOL foi a Vertical Connect, com o Gênesis X1, um carro voador 100% autônomo. O modelo, com quatro lugares, aguarda autorização da Anac para testes, com previsão de início de operação entre 2025 e 2026. Diversas marcas também apresentaram modelos destinados ao transporte de mercadorias, que podem ser homologados mais rapidamente devido às normas já existentes para drones.
Com investimentos globais de US$ 8,8 bilhões, as empresas que desenvolvem os eVTOLs estão prontas para revolucionar o transporte aéreo no Brasil e no mundo. O futuro dos carros voadores parece cada vez mais próximo da realidade cotidiana.
