Os números, uma vez mais, revelam uma tendência alentadora nas florestas brasileiras. Na Amazônia, os dados indicam uma significativa redução no desmatamento: em junho de 2026, foram registrados 297,26 km² desmatados, uma diminuição expressiva de 35% em comparação aos 457,61 km² do mesmo mês do ano anterior. No total, de agosto de 2025 até junho de 2026, o desmatamento acumulado na região somou 2.485,90 km². Este valor também representa uma redução considerável de 37,2% em relação aos 3.959,98 km² registrados no intervalo correspondente do ano anterior.
No Cerrado, o cenário se revela um pouco menos otimista, mas ainda apresenta uma leve queda. Em junho de 2026, foram contabilizados 481,53 km² de vegetação nativa suprimida, uma diminuição de 5,3% em relação aos 508,69 km² do ano anterior. Durante o mês, o Inpe também observou que a cobertura de nuvens dificultou a precisão do mapeamento em algumas áreas, possivelmente subestimando os dados de desmatamento. O acumulado da supressão da vegetação nativa no Cerrado, do período de agosto de 2025 a junho de 2026, totalizou 4.689,40 km², o que representa uma redução de 7,9% frente aos 5.091 km² do mesmo intervalo do calendário anterior.
O Deter é um mecanismo estratégico que emite avisos diários sobre desmatamento e degradação da vegetação, utilizando imagens de satélites como o CBERS-04, CBERS-04A e Amazônia-1. Os dados visam auxiliar na fiscalização e controle das práticas de exploração de recursos naturais, embora não constituam uma taxa mensal de desmatamento, mas sim uma indicação das tendências em curso.
Essas informações estão disponíveis para o público na plataforma Terra Brasilis, onde a transparência dos dados pode ser acessada a partir de séries históricas e mapas interativos, contribuindo para um monitoramento contínuo e eficaz das florestas brasileiras.





