Brasil Denuncia Racismo em Jogo Contra Argentina, mas Árbitro Ignora Protocolo Antirracismo durante Sul-Americano Sub-17

A Seleção Brasileira Sub-17 se viu envolvida em uma grave denúncia de racismo durante a partida contra a Argentina, realizada na sexta-feira (10/4) no Paraguai, pelo Sul-Americano da categoria. Os jogadores brasileiros informaram ao árbitro que um atleta argentino havia feito gestos ofensivos, imitando macacos, um ato que levanta sérias preocupações sobre racismo no esporte.

Contudo, o árbitro da partida, ao analisar a situação, afirmou não ter presenciado o ocorrido e optou por não acionar o protocolo antirracismo estabelecido pela FIFA. Esse protocolo, implementado em 2024, estabelece uma série de etapas a serem seguidas em casos de discriminação racial durante os jogos. Na primeira fase, o árbitro deve sinalizar o incidente com um gesto antirracismo, cruzando os braços, formação de um “X” à frente do peito. Essa ação é um alerta inicial que poderia ter sido utilizado na partida, mas foi ignorado pela arbitragem.

Apesar da polêmica em torno do racismo, a Seleção Brasileira conquistou a vitória com um expressivo 3 a 0 sobre os argentinos, garantindo sua vaga no Mundial Sub-17. Riquelme Henrique teve uma atuação destacada, marcando dois gols, enquanto Eduardo Conceição completou o placar. A vitória foi um alívio para a equipe, que já se preparava para enfrentar a Venezuela na próxima rodada do torneio, marcada para domingo (12/4).

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não se pronunciou sobre o incidente, que gera um clima de preocupação e debate no futebol brasileiro. A ausência de um comentário oficial levanta questionamentos sobre a postura e a resposta das instituições esportivas diante de comportamentos racistas.

O protocolo antirracismo prevê que, caso as ofensas continuem após uma primeira interrupção, o jogo pode ser suspenso e, em última instância, cancelado. Espera-se que, em situações futuras, os árbitros e as autoridades do futebol estejam mais preparados e atentos para lidar adequadamente com situações tão sérias e necessárias de combate à discriminação no esporte.

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