O ministro Vieira destaca que o marco legal brasileiro é um dos mais avançados do mundo, sendo sustentado por um sistema institucional que integra esferas penais, administrativas e de fiscalização. Esse sistema se baseia em inspeções regulares e medidas de responsabilidade penal, além de mecanismos de transparência que, em conjunto, garantem uma aplicação eficaz da legislação. Ele menciona que essas estratégias visam não apenas prevenir práticas laborais exploratórias, mas também incentivar uma maior diligência da parte das empresas em toda a sua cadeia de suprimentos.
Entre as ferramentas citadas para combater práticas ilícitas, o governo brasileiro enfatiza a importância da “Lista Suja” do trabalho escravo, gerida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Essa lista é um instrumento essencial que promove conformidade em mercados financeiros e no setor privado, pois bancos e empresas utilizam essas informações para decisões de crédito e seleção de fornecedores.
Enquanto isso, o USTR argumenta que existe a possibilidade de tarifas sobre produtos de países que utilizam mão de obra forçada, incluindo o Brasil. Contudo, a defesa brasileira afirma que as ações e regulações em vigor garantem que produtos elaborados sob condições de trabalho involuntário não sejam exportados. A defesa se apoia ainda em acordos internacionais firmados com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e reconhecimentos obtidos por agências da ONU no que diz respeito à legislação e fiscalização laboral do Brasil.
Dessa forma, o governo brasileiro ressalva que suas iniciativas para combater o trabalho escravo são complementadas por acordos bilaterais que obrigam os parceiros comerciais a eliminar todas as formas de trabalho compulsório e assegurar que não haja importação de bens produzidos sob essas condições. Essas medidas refletem um compromisso contínuo do Brasil em garantir o respeito aos direitos trabalhistas e à dignidade humana, tanto em território nacional quanto nas relações internacionais.
