Brasil de Ancelotti estreia com empate sem gols contra o Equador e revela desafios na busca pelo hexacampeonato na Copa do Mundo de 2026.

Na sua estreia à frente da seleção brasileira, Carlo Ancelotti encarou um desafio complexo, enfrentando a equipe equatoriana em Guayaquil. O resultado final, um empate sem gols, deixou em evidência a necessidade de uma profunda reestruturação no time, que há tempos luta para retomar seu prestígio nas competições internacionais. O desempenho da equipe, apagado e sem criatividade, fez lembrar os momentos difíceis sob a gestão de seus predecessores, mostrando que a tarefa do renomado treinador italiano será difícil.

Apesar do resultado abaixo das expectativas, o Brasil se mantém em quarto lugar na tabela das Eliminatórias, somando 22 pontos. Essa pontuação, porém, ainda não garante sua participação na Copa do Mundo de 2026. Um alívio para os torcedores é que, devido à ampliação das vagas, seis seleções da América do Sul se classificarão diretamente e uma outra terá a chance de disputar a repescagem. Com o sétimo colocado distante, o risco de eliminação parece ser baixo.

Em Guayaquil, o Brasil apresentava, em certos momentos, o mesmo futebol sem brilho que era visto nos últimos jogos. Ancelotti, que teve apenas três treinos com o grupo antes do jogo, ainda está em busca de uma identidade para a equipe. A expectativa é que, com mais tempo e práticas, os jogadores, muitos deles já conhecidos pelo treinador de suas passagens em clubes europeus, possam se conectar melhor em campo e apresentar um futebol mais convincente.

Para o próximo desafio, diante do Paraguai na Neo Química Arena, Ancelotti poderá contar com o retorno de Raphinha, que estava suspenso. O jogo, marcado para terça-feira, pode ser crucial para a classificação da seleção, dependendo dos resultados de outras partidas.

Em termos de desempenho, o Brasil errou passes e fez escolhas equivocadas, repetindo uma dificuldade crônica em criar jogadas. Defensivamente, a equipe teve uma postura segura, mas o ataque produziu pouco, dependendo mais de jogadas individuais, como as de Vini Jr., que não teve uma de suas melhores noites. Um dos poucos lances de perigo foi um contra-ataque que culminou em uma finalização mal direcionada de Casemiro.

Na segunda etapa, Alisson teve de trabalhar mais, defendendo bem os chutes equatorianos, mas o ataque continuou a ser ineficaz. O sonho do hexacampeonato parece, por enquanto, uma meta distante, refletindo um momento de transição e aprendizado sob a orientação de Ancelotti.

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