BRASIL – “Curso de Análise Genômica Capacita Profissionais do SUS para Diagnóstico de Doenças Raras e Amplia Acesso a Tratamentos Específicos”

Iniciou-se no dia 3 de agosto um curso inovador intitulado “Análise Genômica para o Diagnóstico de Doenças Raras Genéticas no SUS”, uma iniciativa que busca qualificar profissionais da rede pública e, assim, expandir o acesso à medicina genômica no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa formação é resultado de uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e tem como alvo primário os profissionais de saúde envolvidos nos Serviços de Referência em Doenças Raras habilitados pelo SUS, além de médicos geneticistas em atividade.

Durante o mês de julho, as inscrições foram abertas e atraíram cerca de 70 profissionais, que agora têm acesso ao ambiente virtual do curso através de link enviado por e-mail. Este programa tem uma carga horária total de 160 horas e cobre uma variedade de tópicos, desde os princípios das doenças genéticas até técnicas de análise e interpretação de exames genômicos. A proposta é fortalecer as competências técnicas dos profissionais que trabalham em serviços especializados, ampliando assim a capacidade de atender à demanda crescente por diagnósticos mais precisos e eficazes.

A relevância desse curso é acentuada pelo contexto atual das doenças raras no Brasil. Estimativas sugerem que aproximadamente 13 milhões de brasileiros vivem com condições raras, sendo que cerca de 70% delas possuem uma base genética. Nesse cenário, a realização de exames genômicos torna-se crucial para identificar as mutações no DNA que podem estar por trás dessas enfermidades. Esses exames proporcionam diagnósticos mais precisos, definindo estratégias terapêuticas adequadas e oferecendo suporte às famílias afetadas.

O curso, que se estenderá até 3 de fevereiro de 2027, combina aulas síncronas e assíncronas em um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). O público-alvo inclui médicos geneticistas e outros profissionais dos Serviços de Referência em Doenças Raras habilitados pelo SUS, que poderão indicar um candidato titular, um médico residente e um reserva, conforme os critérios estabelecidos. Essa formação não apenas capacita os profissionais, mas também promete aprimorar a qualidade do atendimento na área de doenças genéticas, um campo que é, sem dúvida, vital para a saúde pública no Brasil.

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