Assim, os produtos que ultrapassarem esse limite estarão sujeitos a uma imposição tarifária de 50% em 26 categorias diferentes de produtos siderúrgicos. Para o governo brasileiro, essas restrições comerciais impõem sérias consequências não apenas ao Brasil, mas também a outros parceiros comerciais do bloco europeu. As medidas, segundo o governo, não apenas ampliam as barreiras à exportação brasileira, mas também falham em abordar os problemas globais relacionados ao excesso de produção de aço.
Além disso, os ministérios brasileiros fundamentam sua crítica ao argumentar que a ação unilateral da União Europeia violaria o Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, que, segundo eles, obriga o bloco a oferecer compensações ao Brasil em decorrência dessas novas restrições.
A Comissão Europeia, por outro lado, defende suas ações como uma resposta à necessidade de proteger a indústria local do aumento da oferta global de aço, que, segundo alegações da Comissão, tem levado à prática de dumping, onde produtos são vendidos abaixo do custo de produção. Essa situação, eles afirmam, resulta em uma pressão insustentável sobre os preços do setor siderúrgico europeu.
Apesar das divergências, o Brasil reiterou seu compromisso em seguir negociando com a União Europeia. O governo brasileiro busca avançar em um diálogo que possibilite a busca por soluções que atendam aos interesses de ambas as partes, em um cenário econômico desafiador e complexo. Essa postura revela a intenção de minimizar os impactos negativos das novas políticas europeias e buscar uma relação comercial mais equilibrada.
