Brasil cria 228 mil novas vagas de emprego em março, impulsionado por setor de serviços; mulheres e jovens destacam-se nas contratações.

Em março, o Brasil viveu um crescimento significativo na criação de empregos formais, somando impressionantes 228.208 novas vagas, de acordo com informações divulgadas recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Este crescimento é especialmente notável no setor de serviços, que se destacou como o principal motor desse avanço.

No âmbito do trimestre, que abrange os meses de janeiro a março, o saldo totalizou 613.373 novos postos de trabalho. Este resultado é oriundo de um total de 2.526.660 admissões, em contraste com 2.298.452 desligamentos. Um dado interessante é que, entre os novos postos, 83,25% foram considerados típicos, enquanto 16,75% foram classificados como não típicos, englobando empregos com carga horária de 30 horas ou mais e oportunidades para aprendizes.

Uma análise mais detalhada das atividades econômicas mostra que, dentro de cinco grandes agrupamentos, quatro apresentaram desempenhos positivos em termos de geração de empregos. O setor de serviços liderou com a criação de 152.391 vagas, seguido pela construção civil com 38.316, pela indústria com 28.336 e pelo comércio com 27.267. Entretanto, o setor agropecuário registrou uma perda de 18.096 empregos.

Embora ainda haja geração de novas oportunidades, o ritmo desta criação mostrou sinais de desaceleração. Nos últimos 12 meses, de abril de 2024 a março de 2025, foram geradas 1.627.326 novas vagas, enquanto o intervalo seguinte (abril de 2025 a março de 2026) registrou um número inferior, totalizando 1.211.455 postos.

Em termos de grupos populacionais, as mulheres lideraram a criação de empregos no mês em questão, com 132.477 novas vagas, em comparação com 95.731 para os homens. Além disso, a juventude, especialmente aqueles com até 24 anos, teve um desempenho destacado com a criação de 165.785 postos, representando 72,6% do total de empregos gerados em março.

Do ponto de vista regional, 24 unidades da federação mostraram crescimento, sendo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro as que mais contribuíram para esse saldo positivo. Por outro lado, estados como Alagoas, Mato Grosso e Sergipe apresentaram números negativos.

O salário médio real no Brasil foi de R$ 2.350,83 em março, uma leve diminuição de R$ 17,50 em relação ao mês anterior, mas um aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Para os trabalhadores típicos, o salário médio foi de R$ 2.397,89, enquanto para os não típicos, caiu para R$ 2.019,09.

Por fim, o governo federal está se preparando para divulgar os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que abordará a geração de 7.183.525 empregos formais acumulados ao longo dos anos de 2023 a 2026. Desses, 5.021.186 foram registrados sob a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Este cenário ressalta tanto os avanços quanto os desafios persistentes no mercado de trabalho brasileiro.

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