O varejo ampliado, que inclui setores como veículos e materiais de construção, apresentou crescimento de 4,9% em comparação a junho de 2025, recuperando-se de uma leve queda de 0,6% em maio. No entanto, a comparação mensal revelou uma redução de 1% frente ao mês imediatamente anterior, refletindo um certo desequilíbrio no setor.
Analisando o desempenho por categorias, saltam aos olhos os crescimento em “Outros artigos de uso pessoal e doméstico” (2,4%) e em “Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” (1,1%). Por outro lado, setores como “Livros, jornais, revistas e papelaria” viram um declínio de 9,9%, acompanhados por perdas em “Tecidos, vestuário e calçados” (-2,6%) e “Combustíveis e lubrificantes” (-1,7%).
Especificamente no varejo ampliado, a categoria de “Veículos e motos, partes e peças” cresceu expressivos 11,6%, embora tenha mostrado uma leve queda de 1,5% em relação ao mês anterior. No entanto, o setor de “Material de construção” novamente enfrentou dificuldades, com uma queda de 3,5% frente a maio.
Do ponto de vista regional, a análise das vendas revela que em 19 das 27 Unidades da Federação foi observado crescimento no varejo em junho, com destaque para Amazonas, Espírito Santo e Roraima, que demonstraram altas de 3,0%, 2,6% e 2,5%, respectivamente. Contudo, Tocantins, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal enfrentaram retrações.
Por fim, em termos de comparação anual, junho de 2026 se mostra favorable, com 24 estados registrando crescimento em relação a junho de 2025. Os Estados que lideram essa recuperação são Pernambuco, Tocantins e o Distrito Federal, com altas em torno de 9% ou mais. Analisando os dados, observa-se um cenário misto, com muitos setores ainda navegando em um mar de desafios enquanto outros se recuperam robustamente, sinalizando um potencial para um fechamento mais forte do ano no comércio varejista.
