Brasil conquista medalha de prata na ginástica artística feminina e garante vagas para Pan de Lima 2027 e Mundial em Roterdã; Rebeca Andrade avança às finais.

A seleção brasileira feminina de ginástica artística alcançou um notável desempenho ao conquistar a medalha de prata por equipes no Campeonato Pan-Americano, realizado na Arena Carioca, situada no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Se no ano passado as brasileiras se contentaram com a medalha de bronze, nesta edição, a equipe se destacou, mostrando evolução e determinação. Vale destacar que, na competição masculina, Diogo Soares também se destacou ao trazer para casa duas medalhas em eventos individuais.

Além do troféu coletivo, o Brasil garantiu a presença de suas cinco ginastas na final individual da categoria adulta. Entre as atletas, Rebeca Andrade se sobressai, sendo a maior medalhista olímpica do país. Após um hiato de aproximadamente um ano e meio, ela voltou a competir e brilhou durante a classificatória do salto, garantindo a primeira posição para a final. Desde os Jogos Olímpicos de Paris em 2024, Rebeca não havia participado de competições.

O desempenho da equipe também assegurou a participação do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima em 2027 e no Campeonato Mundial que ocorrerá em outubro, na cidade de Roterdã, na Holanda. Junto ao Brasil, países como Estados Unidos, Canadá, Argentina e México também se classificaram, e a competição servirá como um passo crucial para os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.

Durante a competição, Rebeca se destacou especialmente no salto, onde fez duas exibições: o Yurchenko com dupla pirueta e o Lopez, alcançando a somatória de 14.549. Após a apresentação, a determinação e a felicidade estavam evidentes em suas palavras. Rebeca mencionou como a confiança e o apoio de amigos foram fundamentais para seu desempenho. A atleta explicou que a decisão de realizar dois saltos foi tomada com a comissão técnica, e apesar das dificuldades de retorno, a estratégia deu certo.

O processo de retorno de Rebeca aos treinos foi acompanhado de rigorosa preparação. O fisioterapeuta Álvaro Margutti detalhou como a atleta precisou reconstruir sua força, mobilidade e habilidades ao longo de três meses de fisioterapia intensiva, antes de voltar a incorporar os elementos técnicos nos treinos.

Mas não são apenas as performances de Rebeca que merecem destaque. Thaís Fidélis e Sophia Weisberg também se mostraram fortes concorrentes, garantindo lugares nas finais do individual geral. Thaís, depois de um período afastada das competições para cuidar da saúde mental, fez uma apresentação impressionante, que a levou ao pódio. Entre as provas que disputou, ela garantiu a primeira posição na trave.

As finais do individual geral e as competições por aparelhos estão agendadas para os próximos dias, deixando os torcedores na expectativa de novas conquistas. Ao contemplar o resultado da equipe, o treinador Francisco Porath reconheceu que, embora a pontuação ainda não corresponda ao alto nível esperado, a experiência adquirida por essas jovens atletas será vital para o futuro da ginástica artística brasileira.

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