Brasil celebra Páscoa com missas lotadas e recorde no consumo, reafirmando sua posição como maior nação católica do mundo em 2026.

Neste domingo, o Brasil se uniu em celebração da Páscoa, um dos eventos mais significativos do calendário cristão, que rememora a ressurreição de Jesus Cristo. Centenas de fiéis lotaram a Catedral da Sé, em São Paulo, para participar da missa presidida pelo cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano da cidade. Esta cena se repetiu em igrejas e paróquias em todo o país, que se destaca como a nação com o maior número de católicos do mundo, contabilizando cerca de 182 milhões de fiéis.

Desde a Quinta-feira Santa, quando foram realizadas as cerimônias do Tríduo Pascal, o cardeal Scherer se dedicou a conduzir as celebrações, incluindo a tradicional Missa da Ceia do Senhor e a Vigília Pascal, que ocorreu na noite de sábado. Durante essa vigília, o fogo novo foi abençoado e o círio pascal, símbolo da ressurreição, foi aceso, marcando o início do dia da Páscoa.

Em termos de comércio, a data também se destaca, com projeções indicando que as vendas para o período devem gerar aproximadamente R$ 3,57 bilhões em 2026. Essa representatividade é significativa, já que equivale a um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior. A expectativa é que aproximadamente 106,8 milhões de brasileiros saiam às compras, tornando a Páscoa uma das principais datas comemorativas para o comércio no país. Contudo, o aumento nos preços, especialmente do chocolate e do bacalhau, tem gerado preocupação, uma vez que muitos consumidores optam por não comprar devido a dívidas.

Globalmente, a celebração da Páscoa é marcada por tradições variadas. Em Roma, o papa Leão XIV ofereceu a missa na Praça de São Pedro, seguida pela bênção “Urbi et Orbi”, que é transmitida para milhões ao redor do mundo. Já em lugares como Jerusalém e nas Filipinas, a data é marcada por procissões e encenações da Paixão de Cristo, atraindo grandes multidões de fiéis.

Enquanto o Brasil mantém sua posição de destaque no panorama católico mundial, a adesão à fé católica entre os brasileiros tem mostrado tendências de queda, passando de 83% em 2000 para 56,7% segundo o último censo demográfico. Isso levanta questões sobre a adaptação da Igreja em um mundo em constante mudança, diante de novas realidades sociais e culturais.

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