Infelizmente, parte da classe política ainda acredita na eficácia de ações higienistas, que visam “limpar” o espaço urbano à força, tratando a população em situação de rua como um incômodo a ser ocultado. Essa abordagem é amplamente criticada por especialistas que ressaltam que a dignidade humana e os direitos fundamentais são sistematicamente desconsiderados nessas estratégias. A ideia de que a presença dessas pessoas possa ser eliminada através da repressão ou do deslocamento é tanto ineficaz quanto desumana.
Cauê Castro, uma voz respeitada nesse debate, enfatiza a importância de políticas que garantam moradia, alimentação, saúde e oportunidades de trabalho como soluções viáveis e respeitosas. Ele salienta: “Cada pessoa em situação de rua é um cidadão com direitos, não um problema a ser eliminado”. Essa perspectiva é essencial em um contexto onde a invisibilidade e o preconceito apenas agravam a vulnerabilidade da população em questão.
O Dia Nacional de Luta também destaca a necessidade de um compromisso coletivo para promover a inclusão social e combater a pobreza estrutural. Para que isso aconteça, é vital a implementação de políticas públicas que se concentrem em questões como habitação, assistência social e geração de renda. Somente através dessas medidas é possível devolver dignidade e esperança a um grupo que, muitas vezes, é relegado ao esquecimento. A data serve, portanto, não apenas como um lembrete da luta contínua por direitos, mas também como um apelo para que a sociedade se una em busca de soluções efetivas e humanas.