A emissão foi estruturada em diferentes prazos, com títulos com vencimento em quatro, sete e dez anos. O ministro destacou que a demanda pelos papéis superou as expectativas, refletindo um substancial interesse por parte de investidores internacionais. Durigan enfatizou que a operação representa uma captação histórica e reiterou a intenção do governo de explorar novas oportunidades de mercados ainda este ano.
As projeções indicam que a emissão foi subdividida em três partes: 2 bilhões de euros para títulos que vencem em 2030, 1,5 bilhão para 2033 e 1,5 bilhão para 2036. O Tesouro Nacional deve fornecer detalhes adicionais sobre as taxas de juros e o spread, que é a diferença entre as taxas de captação e os títulos do Tesouro da Alemanha. Vale lembrar que a última emissão de títulos em euros pelo governo brasileiro ocorreu em 2014.
Essa operação se insere na estratégia do governo para gerenciar a dívida pública e ampliar a presença do Brasil em diversos mercados e moedas. Os recursos obtidos com a emissões deverão ser utilizados principalmente para refinanciar a dívida pública federal, contribuindo para a substituição de passivos já existentes.
A operação contou com a coordenação de instituições financeiras internacionais renomadas, como BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS. A decisão de realizar essa emissão foi tomada após reuniões do Tesouro Nacional com investidores, em um momento considerado favorável no cenário internacional.
Na mesma agenda, Durigan comentou sobre a revisão da projeção de crescimento econômico do Brasil pelo FMI, que agora estima uma alta de 1,9% no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Apesar de exibir uma melhora nas previsões, o ministro alertou que o ambiente global de juros elevados poderá limitar o crescimento econômico nos próximos anos.
Ele ainda reafirmou o compromisso do governo em estabilizar e reduzir a trajetória da dívida pública no médio e longo prazo, fazendo uma comparação com as expectativas do FMI, que projeta a dívida bruta do Brasil em 100% do PIB até 2027. Durigan explicou que essa discrepância se deve ao uso de metodologias diferentes entre as instituições, uma vez que o FMI considera os títulos do Tesouro em poder do Banco Central como parte da dívida, enquanto o governo brasileiro opta por desconsiderá-los.






