O KC-390 é um modelo inovador, capaz de transportar até 26 toneladas e operar em pistas curtas e não preparadas, características que o tornam ideal para diversas missões. A expectativa é que a Índia faça um pedido considerável, que pode chegar a 80 unidades, representando um potencial de negócio em torno de US$ 12 bilhões. Nesse cenário, a competição é feroz, com o KC-390 enfrentando modelos consagrados como o C-130J Super Hercules da Lockheed Martin e o A400M da Airbus.
Além de proporcionar opções de modernização para a aviação indiana, a Embraer tem buscado construir laços fortes com a indústria de defesa do país. Para isso, apresenta-se como um parceiro estratégico, enfatizando a possibilidade de contribuições significativas para a cadeia de suprimentos local. Essa abordagem não apenas fortalece os laços bilaterais, mas também ampliaria a presença do Brasil no competitivo mercado global de defesa.
Ainda nesse contexto, a Embraer anunciou uma nova parceria com a Bharat Forge Limited, uma renomada empresa indiana que fabricará componentes forjados. Este acordo não apenas diversifica a cadeia de suprimentos da fabricantes brasileira, mas também fortalece sua posição em um dos maiores mercados de aviação do mundo.
Essas iniciativas fazem parte de um esforço mais abrangente do Brasil para transformar alinhamentos políticos dentro do BRICS em parcerias concretas no setor de defesa. Especialistas acreditam que essas ações não só vão aumentar a cooperação entre os dois países, mas também demonstrar a capacidade do Brasil de competir com os principais fornecedores ocidentais.
Aprofundar relações de defesa com a Índia é visto como um passo estratégico que pode reconfigurar a dinâmica de poder na região e fortalecer as posições do Brasil nas discussões sobre segurança e desenvolvimento no âmbito dos BRICS.
