Lula enfatizou que o Brasil possui uma base tecnológica robusta, com empresas renomadas como a Petrobras, focada em energias renováveis, e a Embraer, destacada como a terceira maior produtora de aeronaves do mundo. Estas potencialidades, segundo o presidente, colocam o Brasil em uma posição privilegiada para liderar nesse novo cenário, não apenas na América do Sul, mas também com atenção ao continente africano.
Em seu discurso, o presidente apontou que cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é composta por fontes renováveis, o que representa uma vantagem competitiva em relação a economias industrializadas. Ele fez questão de mencionar a relevante produção de biocombustíveis no Brasil, que inclui uma mistura de 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel, e destacou que o combustível brasileiro já apresenta emissões de CO₂ inferiores em comparação com alternativas fósseis de outros países.
Após a cerimônia de abertura, Lula visitou estandes de várias empresas brasileiras, como WEG, Vale, Volkswagen Brasil e Bayer Brasil, e apresentou dois caminhões alimentados por biocombustível, incluindo um modelo da Mercedes-Benz movido a biodiesel verde. Essa visita, conforme afirmou, visava aprofundar a cooperação tecnológica com a Alemanha.
Na conclusão de seu discurso, Lula reiterou que o Brasil busca um novo papel no cenário internacional, que combina crescimento econômico com um forte compromisso ambiental. Ele crê que a participação brasileira na Feira de Hannover representa um passo significativo nessa direção, afirmando que “a relação entre Alemanha e Brasil nunca mais será a mesma após este evento”.
Assim, o presidente não apenas reforçou as intenções do Brasil como líder em energia limpa, mas também a importância da colaboração internacional para enfrentar os desafios globais da transição energética.







