O acervo da biblioteca é vasto e diversificado, abrangendo publicações sobre conservação da biodiversidade, uso sustentável dos recursos naturais, estudos sobre populações ribeirinhas e diversidade socioambiental na Amazônia. Além disso, inclui livros, coleções raras, periódicos científicos e produções técnico-científicas do próprio instituto, além de obras de renomados pesquisadores e escritores que contribuíram para registrar e interpretar a rica biodiversidade e cultura amazônica.
Ao longo das décadas, a biblioteca se consolidou como uma fonte de consulta indispensável para pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas. Sua localização privilegiada, em uma região cercada por áreas protegidas, a torna a única biblioteca com conteúdo científico em um raio de mais de 500 quilômetros, tornando-a um verdadeiro ponto de referência no acesso ao conhecimento sobre a Amazônia.
A bibliotecária Graciete Rolim, que acompanha a história do espaço desde os seus primeiros anos de funcionamento, destaca a ligação direta da biblioteca com as pesquisas que deram origem ao Projeto Mamirauá e ao instituto. O nome da biblioteca, Henry Walter Bates, é uma homenagem ao naturalista inglês cujos estudos sobre a Amazônia foram fundamentais e serviram de referência para diversas pesquisas na região.
Dentre os destaques do acervo da Biblioteca Henry Walter Bates estão as obras raras, incluindo exemplares publicados nos séculos XIX e XX. Entre elas estão as primeiras edições de obras importantes como “A Narrative of Travels on the Amazon and Rio Negro”, de Alfred Russel Wallace, e “The Naturalist on the River Amazons”, de Henry Walter Bates. O acervo também inclui obras de autores contemporâneos da região Norte, contribuindo para a preservação da história, cultura e biodiversidade amazônica.
Com sua vasta coleção e importância histórica, a Biblioteca Henry Walter Bates se destaca como uma verdadeira guardiã da memória científica da Amazônia, promovendo o acesso ao conhecimento e a preservação do patrimônio intelectual da região. Uma visita ao acervo é uma oportunidade única de mergulhar na riqueza cultural e científica da maior floresta tropical do mundo.
