A farmacêutica Iangla Damasceno, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins, enfatiza a urgência de se ampliar o acesso à informação sobre métodos de prevenção, como a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP). Essas estratégias, que utilizam medicamentos antirretrovirais para evitar infecções, têm mostrado eficácia quando corretamente aplicadas. A PrEP é recomendada para pessoas em risco de contágio, enquanto a PEP deve ser iniciada imediatamente após uma possível exposição ao HIV. Estrategicamente, essas práticas podem reduzir consideravelmente a transmissibilidade do vírus.
A profissional também salienta que, apesar da existência de um sistema de saúde estruturado no Brasil que oferece diagnóstico e tratamento, o estigma, a desinformação e a falta de utilização de preservativos continuam a ser barreiras que aumentam o número de novas infecções. Com 38.222 novos casos registrados em 2023 e 39.216 em 2024, a necessidade de intensificação da educação e inclusão social é mais premente do que nunca.
O diagnóstico precoce, segundo Damasceno, não apenas melhora a qualidade de vida das pessoas, mas também diminui a transmissão do vírus. Além disso, a testagem regular é fundamental, especialmente para aqueles com maior vulnerabilidade, havendo recomendações para a realização de testes a cada três a seis meses.
Concluindo, a acessibilidade à profilaxia e a busca ativa por informações são cruciais. Disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde, PrEP e PEP estão acessíveis em diversas unidades de saúde, ajudando a conter o avanço dessa epidemia. Portanto, o engajamento com profissionais de saúde e a desestigmatização do HIV são passos essenciais para um futuro mais saudável e consciente.
