Dentre os produtos liberados em 2025, 162 são classificados como defensivos biológicos, que possuem baixo risco ambiental e à saúde humana. Esse número demonstra um crescimento superior a 50% em comparação ao ano anterior, quando 106 produtos desse tipo foram autorizados. Os defensivos biológicos, que podem ser compostos por organismos como insetos, vírus, fungos e hormônios, têm se mostrado uma alternativa mais sustentável aos tradicionais agrotóxicos químicos. Além desses, 25 novas substâncias químicas, inéditas no Brasil, também receberam aprovação.
A maior parte das liberações reflete produtos formulados que já estão disponíveis no mercado e são direcionados diretamente aos agricultores, totalizando 589 registros. Essa categoria abrange tanto agrotóxicos químicos quanto biológicos. Por outro lado, 323 produtos são classificados como “produtos técnicos”, destinados exclusivamente para uso industrial como matéria-prima na fabricação de pesticidas.
Embora o número de aprovações seja elevado, o Mapa alertou que nem todos os produtos liberados são efetivamente utilizados no campo. Em 2024, por exemplo, cerca de 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos e 13,6% dos ingredientes ativos registrados não chegaram a ser comercializados.
Para que um defensivo obtenga autorização no Brasil, ele deve passar pela análise de três órgãos federais: o Mapa, que avalia a eficácia agronômica; a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que examina os potenciais riscos à saúde humana; e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável por avaliar os impactos ambientais. A liberação do registro é um processo rigoroso, exigindo o aval conjunto dessas instituições, cada uma atuando dentro de seu campo de especialização.
