O ciclo para as Paralimpíadas foi muito bem construído, com a utilização eficiente do Centro de Treinamento em São Paulo, considerado um dos melhores do mundo. A detecção de talentos em diferentes regiões do Brasil também foi crucial para o sucesso dos atletas brasileiros. A presença de esportistas de 18 estados, além do Distrito Federal, no pódio em Paris, destacou a diversidade e o alcance nacional do esporte paralímpico brasileiro.
Um ponto positivo foi a quase igualdade no número de medalhas entre homens e mulheres, mostrando avanços significativos na equidade de gênero no esporte. Outro destaque foram os resultados consistentes ao longo dos três anos de preparação, que indicavam que as Paralimpíadas de Paris seriam históricas para o Brasil.
No entanto, nem todos os esportes tiveram o desempenho esperado. Algumas modalidades, como o golbol, futebol de cegos, bocha e vôlei sentado, tiveram resultados aquém do esperado. O ciclismo, por exemplo, foi uma das poucas modalidades em que o Brasil não conquistou nenhuma medalha, apesar de ser uma das modalidades com mais potencial de pódio nas Paralimpíadas.
Diante desses resultados, o Comitê Paralímpico Brasileiro planeja investir em construir um velódromo no Centro de Treinamento em São Paulo para fortalecer o ciclismo paralímpico no país. Além disso, há uma necessidade de melhoria em alguns esportes em cadeiras de rodas, nos quais o Brasil não teve o desempenho esperado em Paris. Com os progressos alcançados e as possíveis melhorias em pontos específicos, o Brasil tem o potencial para alcançar o tão almejado top 3 nas próximas edições dos Jogos Paralímpicos.
