A Zopacas tem como objetivo principal garantir que o Atlântico Sul se mantenha livre de armas nucleares e de destruição em massa. A adesão de países como Brasil, Argentina e Uruguai, junto a numerosas nações da costa ocidental africana, faz dela uma das maiores zonas de cooperação internacional, englobando mais de 20% da superfície terrestre.
O evento na capital fluminense abordará não apenas a convenção sobre o ambiente marinho, mas também estratégias de cooperação em várias áreas significativas para os membros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é esperado para participar do encerramento da reunião, refletindo assim o compromisso do governo brasileiro com a diplomacia e a segurança na região.
Este será o terceiro mandato do Brasil à frente da presidência pro tempore da Zopacas, sendo que o país já sediou duas das oito reuniões ministeriais anteriores, uma em 1988 e outra em 1994. Outras cidades que acolheram esses encontros incluem Abuja (1990), Somerset West (1996), Buenos Aires (1998), Luanda (2007), Montevidéu (2013) e Mindelo (2023).
Nos anos 2000, com a descoberta de recursos petrolíferos em águas oceânicas, a Zopacas passou a se consolidar como uma frente de resistência contra a ingerência externa e a proteção dos recursos energéticos compartilhados. Durante essa época, diversas iniciativas de cooperação sul-sul foram estabelecidas, incluindo a União Africana em 2002 e o Fórum de Diálogo entre Índia, Brasil e África do Sul, além de várias cúpulas que intensificaram as relações entre as nações da América do Sul e África.
Com essa nova presidência, o Brasil reafirma seu papel estratégico no Atlântico Sul, buscando fortalecer laços e promover investimentos em cooperação, refletindo a importância diplomática dessa região.
