O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, elogiou a importância da indústria de defesa para a soberania do país, ressaltando que ela representa “um seguro para a soberania nacional e a vanguarda do desenvolvimento industrial”. Este evento marca o início da produção de um total de 15 caças Gripen, fruto de uma parceria entre a sueca Saab e a Embraer.
O programa, que teve início ainda no primeiro mandato do presidente Lula, resultou em um contrato assinado em 2013, que estabelece a aquisição de 36 aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB). Desde 2020, já foram entregues 12 unidades, incluindo a mais recente apresentada. A linha de produção do Gripen no Brasil, inaugurada em maio de 2023, é a única fora da Suécia e se concentra na fabricação de aviões militares.
Com velocidade máxima de até 2.470 km/h, o caça Gripen E é uma aeronave impressionante, com 15,2 metros de comprimento e 8,6 metros de envergadura, composta por mais de 22,5 mil itens. Durante o processo de aquisição, a Saab foi escolhida em uma concorrência que envolveu empresas como Boeing e Dassault, não apenas por oferecer aeronaves de alta qualidade, mas também pela transferência de tecnologia e capacitação industrial.
Nesse contexto, a Saab treinou mais de 350 profissionais brasileiros, incluindo engenheiros, técnicos e pilotos. Além da colaboração com a Embraer, empresas como Akaer, Atech e AEL Sistemas também fazem parte do programa. Em São Bernardo do Campo, a Saab inaugurou uma fábrica de aeroestruturas para o Gripen em 2018, solidificando ainda mais a parceria.
Micael Johansson, presidente e CEO da Saab, destacou a importância do evento, descrevendo a apresentação do F-39E como um passo histórico e uma prova da excelência técnica brasileira. A unidade da Embraer em Gavião Peixoto será crucial para as fases de produção, testes em voo e desenvolvimento até que a transferência de tecnologia esteja totalmente concluída, prevista para dezembro de 2025. Além do mercado nacional, a linha de produção poderá exportar para outros países, com oportunidades já vislumbradas na Colômbia e em outros mercados potenciais.
O evento também contou com a presença de diversos ministros, incluindo José Múcio, ministro da Defesa, e Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, o que evidencia a relevância da ocasião no panorama político e econômico do Brasil. A entrega de caças à Colômbia, em um contrato estimado em € 3,1 bilhões, é um indicativo das ambições da indústria de defesa do Brasil no mercado internacional.
