Dos mais de 440 produtos que compõem a Base Industrial de Defesa (BID) brasileira, cerca de 300 são fabricados por estatais, como a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), enquanto 140 itens são produção de empresas privadas, incluindo nomes reconhecidos como Embraer, Taurus e Helibras. Essa diversidade das ofertas pode ser crucial nas discussões entre os dois países.
Um destaque do portfólio militar brasileiro é o cargueiro multimissão KC-390 Millennium, desenvolvido pela Embraer. Esta aeronave é versátil, capaz de transportar tropas e veículos, realizar evacuções aeromédicas e ainda operar em pistas não pavimentadas, uma característica valiosa na América do Sul. Outra proposta interessante para a Argentina é o blindado VBTP-MR Guarani 6×6, projetado para atender a diferentes funções, incluindo comando e reconhecimento, e que une proteção balística com mobilidade.
No setor de mísseis, o MANSUP, um projeto da SIATT, se destaca como uma solução para as atuais limitações da Argentina em ataque naval. Este armamento foi desenvolvido com tecnologia nacional, garantindo autonomia a Buenos Aires. Além disso, a modernização da vigilância aérea pode ser impulsionada pela aeronave E-99M, que possui capacidade de monitoramento e controle de ameaças.
Drones também estão em pauta, com crescente interesse por parte da Argentina em tecnologia não tripulada. A parceria entre empresas brasileiras e a Marinha do Brasil visa desenvolver drones armados, refletindo novas tendências de combate.
Por fim, a possibilidade de a Argentina adquirir submarinos brasileiros, das classes Tupi e Riachuelo, representa um passo importante na revitalização de sua capacidade subaquática. A visita de Monteiro não só destaca as potencialidades de colaboração entre Brasil e Argentina, mas também marca um momento estratégico para a segurança regional.
