A vantagem da Argentina, que era de 86% em 2021, pode se estreitar para cerca de 8% até junho deste ano. Esse panorama se deve à expansão da capacidade de moagem brasileira, que contrasta com a estagnação do processamento na Argentina. O crescimento da indústria de biodiesel, que tem impulsionado a demanda interna por óleo de soja, é um dos principais fatores que fomentam essa mudança. Com mais óleo disponível, o Brasil tem conseguido aumentar a oferta de farelo para exportação, tornando-se um concorrente ainda mais forte à Argentina.
Esse avanço representará um desafio direto para os argentinos, pois o farelo de soja é um dos principais produtos de exportação do país e desempenha um papel vital na determinação dos preços internos do grão. Com as margens de lucro pressionadas por uma combinação de queda nos preços do farelo e a volatilidade do mercado de petróleo, os processadores argentinos enfrentam um cenário cada vez mais complexo.
Além disso, o relatório ressalta que as margens de lucro na Argentina estão se tornando mais dependentes dos preços do óleo de soja. A diminuição nos preços do farelo de soja, que já estão 10% abaixo do pico de maio, pode impactar ainda mais a capacidade dos processadores argentinos de sustentar os preços locais da soja, limitando o suporte financeiro nesse setor vital.
Em resumo, o Brasil está rapidamente se afirmando como uma potência nas exportações de farelo de soja, desafiando a hegemonia argentina e criando um novo cenário de concorrência no mercado internacional. Essa corrida pelo domínio do mercado reflete transformações significativas nas dinâmicas agrícolas da América do Sul, com implicações que podem se estender a economias locais e globais.





