De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), a cobertura de amamentação exclusiva entre bebês de 0 a seis meses acompanhados pela APS alcançou 57% em 2025. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva até os seis meses de vida, sendo mantida até os dois anos ou mais.
A meta da OMS para 2030 é atingir 60% de aleitamento materno exclusivo em crianças menores de seis meses. Até agosto de 2026, o percentual de bebês acompanhados pela APS que recebiam amamentação exclusiva subiu para 59%, indicando um avanço em relação aos anos anteriores.
A Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, principal ação na APS, tem contribuído significativamente para a promoção, proteção e apoio à amamentação no país. Profissionais de saúde são qualificados e atuam em diversas regiões, oferecendo suporte às famílias desde a gestação até o período pós-parto, garantindo um cuidado personalizado e contínuo.
Além dos benefícios para a saúde das crianças, a amamentação exclusiva traz vantagens para as mães, contribuindo para a redução do risco de doenças como câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2, colesterol alto e hipertensão. A amamentação também é fundamental para o desenvolvimento cognitivo e físico das crianças, reduzindo o risco de obesidade e diabetes no futuro.
No entanto, a amamentação exclusiva enfrenta desafios, como o retorno das mães ao trabalho antes dos seis meses do bebê, a falta de uma rede de apoio efetiva e a desinformação sobre o tema. Os profissionais de saúde da APS desempenham um papel crucial na orientação e suporte das famílias, buscando garantir que mais mulheres se sintam apoiadas e tenham condições de amamentar.
Portanto, a atuação da APS na promoção da amamentação exclusiva tem sido fundamental para alcançar melhores índices de saúde materno-infantil no Brasil, refletindo em benefícios duradouros para as famílias e a sociedade como um todo.
