O desempenho do Brasil ainda está aquém da média global e da média das Américas, ambas fixadas em 42 pontos. Essa situação acentua a dificuldade do país em lidar de forma eficaz com a corrupção sistêmica. Analisando a trajetória histórica desde 2012, é evidente que o Brasil se distanciou consideravelmente de suas melhores classificações, que ocorreram nos anos de 2012 e 2014, quando o país alcançou a nota de 43 pontos. Organizações especializadas atribuem a atual situação a fatores como a ocorrência frequente de casos de macrocorrupção e a impunidade que permeia as instituições, sendo esses componentes centrais para manter o Brasil entre os países com menores índices de percepção de corrupção.
Adicionalmente, no relatório que acompanhou o IPC, a ONG advertiu sobre a crescente infiltração do crime organizado nas estruturas estatais, particularmente no que se refere ao sistema financeiro e à advocacia. O governo federal também recebeu críticas por suas respostas consideradas inadequadas diante de recentes escândalos. Problemas variados nos três Poderes da República foram mencionados, incluindo o aumento das emendas parlamentares, alterações na Lei da Ficha Limpa e indícios de irregularidades que envolvem membros do Judiciário. Esses fatores, conforme apontado pela entidade, ajudam a explicar por que o Brasil continua a enfrentar um de seus períodos mais sombrios na percepção de corrupção.
