Em abril, o Grupo Serra Verde, em parceria com a empresa americana USA Rare Earths, anunciou a criação de uma nova multinacional. O foco será a estruturação completa da cadeia produtiva de ímãs de terras-raras, com operações planejadas para acontecer em diversos países, incluindo Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido. A nova empresa terá um escopo amplo que abrange desde a extração de minerais até a fabricação de ímãs, incorporando etapas de processamento e metalização.
Moraitis esteve no Ministério de Minas e Energia para discutir os detalhes desse ambicioso projeto. Ele reforçou a mensagem deixada pelo presidente Lula sobre a abertura do Brasil ao capital estrangeiro, destacando a importância de investimentos que respeitem a soberania nacional. “Estamos comprometidos em transformar o Brasil em um fornecedor estratégico de materiais críticos, assegurando um desenvolvimento que vá além da simples exportação de commodities”, afirmou Silveira.
O ministro garantiu ainda que o Brasil está preparado para oferecer as condições necessárias para a estabilidade dos investimentos estrangeiros, abordando aspectos regulatórios, ambientais e econômicos. Ele ressaltou a posição geopolítica favorável do país, instando investidores a confiarem em seu potencial.
Neste contexto, o Grupo Serra Verde, que atua em Minaçu, Goiás, destaca-se como o principal projeto brasileiro de terras-raras em operação comercial, já produzindo carbonato de terras-raras. Moraitis expressou otimismo com a confirmação da abertura do país para investimentos privados, ressaltando que a empresa já injetou recursos significativos ao longo dos últimos 15 anos, o que viabilizou a produção de carbonato de alto valor.
A fusão entre a Serra Verde e a USA Rare Earths foi avaliada em impressionantes US$ 2,8 bilhões. A parte americana do negócio envolve um pagamento de US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de cerca de 126,8 milhões de ações. A Serra Verde encontra-se sob o controle de duas companhias americanas — Denham Capital e EMG —, além de uma britânica, a Vision Blue.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já iniciou um procedimento para avaliar se essa fusão representa um ato de concentração que necessite de análise dos impactos concorrenciais, uma etapa crucial em processos dessa magnitude.





