Boulos, em sua declaração, enfatizou que a escolha de continuar dentro do PSol é uma medida preventiva, visando evitar a “inviabilização institucional” do partido, especialmente diante da possibilidade de uma saída em massa de seus integrantes mais influentes. Ele argumentou que a saída repentina de figuras-chave tornaria improvável que o PSol conseguisse superar a cláusula de barreira, um requisito crítico para a sobrevivência de partidos em cenários concorrenciais.
Recentemente, tensions dentro do PSol ficaram evidentes com a formação de uma ala dissidente dentro da corrente Revolução Solidária, a qual é liderada por Boulos. Esta facção crítica acusou Boulos de estar articulando uma transferência para o PT, o que culminou em um clima de hostilidade e desconfiança no seio do partido. Na mesma nota, Boulos também se referiu a “ataques públicos rebaixados” que sua corrente tem enfrentado, dissociando-se de comportamentos que ele considera prejudiciais à unidade da esquerda.
O ministro posicionou-se de forma clara ao afirmar que, mesmo diante das investidas desqualificadoras de alguns segmentos do PSol, seu grupo continua compromissado com a responsabilidade política e a busca por um projeto popular que enfrente os desafios sociais e econômicos que o Brasil enfrenta. Ele destacou a importância do debate contínuo sobre os rumos políticos e partidários, reforçando a necessidade de defender a unidade do campo progressista contra as ameaças do fascismo. O objetivo, segundo Boulos, é manter um projeto de esquerda robusto e capaz de formar maiorias populares, essencial em um contexto de polarização e divisões internas.






