Botafogo Enfrenta Crise Financeira Com Cobrança de R$ 727 Milhões do Lyon e Efeitos Prejudiciais na Gestão do Clube


Cobranças referem-se a transferências e empréstimos realizados sob gestão da Eagle Football

John Textor, dono da SAF do Botafogo, foi afastado do Lyon. (Foto: Clement Mahoudeau/AFP)

O Olympique Lyonnais, tradicional clube francês, divulgou um relatório financeiro alarmante, revelando um crédito de 727 milhões de reais (ou 126 milhões de euros) que a equipe reclama do Botafogo. O documento também trouxe à tona informações sobre o ex-diretor do clube francês, John Textor, que, sem o consentimento apropriado, emitiu garantias em nome do Lyon e da sua empresa, a Eagle Football, para cobrir obrigações financeiras assumidas pelo Botafogo e pelo Molenbeek.

Essa questão inclui um empréstimo com um teto inicial de cerca de 30 milhões de euros, que permanece inadimplente. O relatório do Lyon ainda menciona que as perdas registradas devido à depreciação e aos riscos de inadimplência somaram 158,6 milhões de euros até dezembro de 2025, com um foco específico na dívida do Botafogo. O clube francês afirmou que essas perdas foram particularmente relevantes devido a riscos identificados em relação ao pagamento devido pelo alvinegro carioca.

Vale destacar que a primeira garantia foi emitida em março de 2024, com foco em uma empresa de factoring relacionada à compra de um jogador pelo Botafogo. Em abril de 2025, uma nova garantia foi estabelecida, novamente ligada à mesma instituição de factoring, mas agora diretamente visando cobrir dívidas do Botafogo com relação ao empréstimo assumido.

A situação se agrava ainda mais, pois o Botafogo já havia recorrido à Justiça em abril, buscando uma solução para a dívida que ultrapassa 745 milhões de reais. Estas cobranças se referem a negociações financeiras realizadas sob a supervisão da rede multiclubes Eagle Football, que geriu as finanças do Botafogo. Após um rompimento unilateral do contrato de colaboração por parte do Lyon, os pagamentos devidos deixaram de ser feitos, comprometendo o planejamento financeiro do clube brasileiro.

O problema é complexo e suas raízes se estendem a 2022, quando o Botafogo integrou o grupo Eagle Football. O Lyon, que enfrentava dificuldades financeiras na época, recebeu aportes significativos do Botafogo que o ajudaram a evitar o rebaixamento e a conquistar a classificação para a Europa League. No entanto, a relação deteriorou-se devido a desavenças entre os acionistas, levando à descontinuação da parceria e a uma série de impactos financeiros no Botafogo.

A falta de pagamento por parte do Lyon não apenas dificultou a renovação de contratos com jogadores, mas também resultou em sanções da FIFA, que impediu o clube carioca de realizar novas contratações até o final de 2025. Além disso, o Lyon enfrenta uma pendência financeira significativa de 12 milhões de euros com o RWDM Brussels, outra equipe da rede, o que só agrava a crise que se forma em torno da gestão da Eagle Football.

Sair da versão mobile