No documento, a SAF Botafogo destacou a falta de correspondência entre a decisão de afastamento e os pedidos que foram levados ao tribunal. Segundo a nota, a determinação de afastamento foi tomada sem que houvesse um requerimento formal das partes interessadas. A situação se torna ainda mais grave diante da notificação por parte da Eagle, acionista majoritária da SAF, que possui 90% das ações, o que inclui a anuência do Botafogo Social.
O afastamento de Textor, que se torna imediato mas será reavaliado em uma audiência programada para a próxima quarta-feira, resulta de alegações de que o empresário teria agido de forma imprópria, violando diretrizes estabelecidas pelo tribunal. Ele já havia perdido seus poderes dentro da Eagle, mas continuava na administração do Botafogo devido a uma liminar válida desde o final do ano passado.
Ainda segundo informações sobre a crise, a última manobra de Textor foi solicitar uma recuperação judicial, alegando a necessidade de organizar as finanças do clube. O tribunal interpretou essa ação como uma violação das normas, dado que não envolveu as demais partes acionistas no processo.
O comunicado da SAF reforça a importância da confidencialidade nos procedimentos arbitrais e a necessidade de que a vontade dos acionistas seja expressa em assembleias devidamente convocadas. Diante dessa turbulência, a instituição afirma estar comprometida em proteger seus interesses, durante esse delicado processo de recuperação e governança. Cada passo será cuidadosamente avaliado para garantir que os interesses do Botafogo sejam preservados a curto e longo prazo.







