Borboletas e mariposas compartilham genes e padrões de cor para se protegerem de predadores, revelam pesquisadores da Universidade de York e Instituto Wellcome Sanger.

Um estudo recente desvenda um aspecto fascinante sobre mariposas e borboletas, insetos que, embora pertencentes a grupos diferentes, compartilham características que lhes conferem vantagens no enfrentamento de predadores. A pesquisa, que envolveu instituições renomadas como a Universidade de York e o Instituto Wellcome Sanger, revela que tanto as mariposas quanto as borboletas utilizam padrões de coloração semelhantes em suas asas como um método eficaz de sinalização, alertando possíveis predadores sobre seu gosto desagradável e, portanto, desencorajando o ataque.

Conduzido por uma equipe de cientistas, o estudo examinou a genética por trás desta peculiar imitação de cores entre espécies que se afastaram significativamente durante a evolução, mas ainda assim mantêm a função de defesa. Ele aponta que, apesar das diferenças evolutivas, ambos compartilham genes fundamentais que datam de 120 milhões de anos, época que coincide com o domínio dos dinossauros na Terra. Esses genes, identificados como “ivory” e “optix”, desempenham um papel crucial na regulação das cores de suas asas, corroborando a ideia de que a evolução pode seguir caminhos previsíveis.

A pesquisadora Joana Meier, uma das autoras do artigo, enfatiza que mariposas e borboletas podem ser distantes parentes, mas a similaridade nas cores que apresentam é uma estratégia evolutiva inteligente. Essa estratégia se baseia na aprendizagem dos predadores: quando pássaros associam um padrão de cor específico à toxicidade, a presença de outras espécies com o mesmo padrão oferece um benefício adicional à sobrevivência desses insetos.

A pesquisa, publicada na revista científica Plos Biology, sublinha a importância da compreensão dos mecanismos genéticos por trás da evolução. Os resultados têm implicações significativas, especialmente no contexto atual de mudanças climáticas, onde a adaptabilidade das espécies é um indicador crucial de como a diversidade biológica pode responder a novos desafios ambientais. Assim, o estudo não só ilumina o passado evolutivo das mariposas e borboletas, como também oferece insights valiosos para o futuro da biodiversidade diante das transformações que o planeta enfrenta.

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