O evento teve como principal objetivo destacar a importância da atuação do bombeiro civil e expor as dificuldades enfrentadas pela categoria. Segundo André Martins, representante do sindicato, o protesto é uma forma de buscar a valorização desses profissionais e, ao mesmo tempo, uma maneira de lembrar os colegas que perderam a vida no incêndio. Martins enfatizou que a jornada de trabalho dos bombeiros civis no estado chega a impressionantes 80 horas semanais, um ponto que está sendo contestado em busca de adequações às normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Além das reivindicações de natureza trabalhista, o ato teve um caráter simbólico, com uma faixa estendida na entrada do shopping que trazia os nomes de Anderson Aguiar e Emelly Silva, os dois bombeiros falecidos na tragédia. “Hoje é um dia de mobilização. Um dia para nos solidarizarmos com os colegas que perderam a vida no exercício de suas funções”, afirmou Martins durante o protesto. Ele também ressaltou a importância do trabalho realizado pelos bombeiros civis para a segurança da sociedade e a necessidade de garantias para que possam exercer suas funções de maneira mais digna e eficaz.
A tragédia no Shopping Tijuca gerou um debate renovado sobre segurança e brigadismo em grandes estabelecimentos do estado, trazendo à tona um assunto que, embora crítico, raramente ganha a mesma vigência nas pautas da sociedade. No local do ato, o cheiro de fumaça ainda era perceptível, evidenciando o impacto dramático que o incêndio teve não só sobre os estabelecimentos comerciais, mas também sobre as vidas dos profissionais que atuam diariamente para garantir a segurança da população.






