
Usain Bolt na sua essência: brincalhão, sorridente e… faminto. Os últimos momentos do velocista jamaicano nos Jogos Olímpicos foram de emoção e descontração. Depois de vencer o revezamento 4x100m nesta sexta-feira e encerrar sua história na competição com nove medalhas de ouro, o mito desceu do pedestal e foi apenas ele mesmo.
No vestiário, ouviu dos colegas de prova o canto de feliz aniversário. Depois, subiu até a pista do Nilton Santos pela última vez, para experimentar um pouco mais da companhia do lugar que o consagrou. Ele foi acompanhado do amigo e assistente Nugent Walker e do empresário Rick Simms.
Mas não foram sapatilhas que ele calçou. Bolt brincou de lançamento de dardo e colocou Nugent Walker para catar as lanças atiradas pelo atleta. Convocou os voluntários, que puxaram o grito de “Bolt” pela última vez em um estádio olímpico. O lançamento, em si, foi pífio, mas dessa vez não houve pressão para que ele fosse o melhor do mundo.
Despedida
– Eu vou sentir falta de competir, da energia da multidão. Sinto uma mistura de sentimentos, estou aliviado e triste. Mas fico feliz porque conquistei tudo que queria – afirmou o jamaicano, na entrevista coletiva após o nono ouro.
Na pista de atletismo de um Engenhão vazio de público, mas ainda repleto de fãs, ele cumprimentou voluntários que pediram para tirar foto com o ídolo. Mais relaxado, disse obrigado a muitos deles, agradecendo por todo trabalho que fazem para que ele possa brilhar, no fim das contas.
Decidido a tirar longas férias, ele não precisa se preocupar mais com dietas rigorosas. Usain Bolt gosta mesmo de comer fast food. Com fome, devorou uma porção de nuggets, com batata frita e refrigerante. Realizado, a felicidade do homem mais rápido de todos os tempos é mais simples do que parece.
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